Planos de saúde em 2004

Dr. Romildo Gerbelli sempre lutou a favor da população na área da saúde. Já foi presidente do Movimento Médico do Grande ABC. Confira a a seguir a matéria publicada em 2004 sobre s planos de saúde.

CBHPM: Suspensão do atendimento a planos de saúde no ABC tem adesão de 90% dos médicos

Ter, 18 de Maio de 2004 21:00

Médicos do Grande ABC Paulista decidiram, dia 13 de maio, em assembleia, que manterão a suspensão do atendimento a um grupo de planos de saúde da região. O movimento, que tem adesão de cerca de 90% dos profissionais de Medicina, atinge somente as operadoras, uma vez que o direito à assistência médica dos usuários está garantido. A orientação é que os médicos não aceitem as guias dos planos de saúde. Os usuários terão recibo para ressarcimento do valor das consultas e demais procedimentos. Atualmente, a suspensão atinge a AMICO; AMESP; AVICENA; CIGNA SAÚDE; CLASSES LABORIOSAS; GREEN LINE; INTERMEDICE; ITÁLICA; LIFE EMPRESARIAL; MEDICOL; ÔMEGA; ROYAL SAÚDE; SAÚDE ABC; SEISA; SERMED; SIM e UNIVERSO SAÚDE. Na segunda, dia 17 de maio, o movimento se estenderá ao plano GOLDEN CROSS Esse desfecho é fruto do descaso das empresas de planos de saúde em relação às demandas da classe médica e às necessidades dos pacientes quanto à melhoria do atendimento. Mesmo sem receber reajuste há cerca de uma década, os médicos buscaram todas as formas de negociação. Os planos, porém, se mantiveram intransigentes. Vale frisar que esse grupo de operadoras paga os menores honorários da região, entre R$ 8 e R$ 21,60. “Descontando tributos e despesas com a manutenção dos consultórios, os médicos recebem, em média, o correspondente a apenas um terço desses valores, que já é baixíssimo”, explica o dr. Romildo Gerbelli, um dos líderes do movimento. Os médicos do Grande ABC, simultaneamente, estão negociando com os planos que compõem o segundo grupo – das operadoras que pagam honorários acima de R$ 21,60 até R$ 25 —, além de operadoras da FENASEG e UNIDAS, que fazem parte do primeiro grupo, mas que deixaram de participar das negociações regionais. Nova assembleia foi marcada para o dia 2 de junho, às 20h, no Colégio Petrópolis Pueri Domus, em São Bernardo do Campo, quando serão avaliados os resultados do movimento e das novas negociações. A Associação Paulista de Medicina, o Conselho Regional de Medicina (CRM) e Sindicatos dos Médicos de São Paulo e ABC, além das APM´s de Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul, são favoráveis à implantação da CBHPM e contam com a compreensão das operadoras de planos de saúde. Histórico Há dez anos sem reajuste nos honorários, médicos de diversos pontos do Brasil têm lutado pela melhoria das condições de remuneração, trabalho e de assistência à população. A CBHPM se constitui numa referência ética para a remuneração das consultas médicas e demais procedimentos. Aliás, sua implantação nos contratos entre médicos e empresas de planos de saúde deve ser o parâmetro mínimo de remuneração, de acordo com o determinado pela Resolução do Conselho Federal de Medicina n.º 1.673, de 2003. Sua adoção é um avanço em direção à dignificação da Medicina e contribui diretamente para a melhora do atendimento prestado aos cidadãos. Mesmo porque, na atual conjuntura, as empresas trabalham com uma lista de procedimentos desatualizada como referência dos métodos de diagnóstico e tratamentos a serem cobertos. Apenas nos últimos sete anos, os planos de saúde subiram cerca 248%, enquanto o Índice do Custo de Vida (IVC) atingiu 72,63%, segundo o DIEESE. Os médicos, vale registrar novamente, estão sem quaisquer reajustes há cerca de dez anos.

Fonte: Conselho Federal de Medicina (CFM)

Confira abaixo alguns sites que publicaram esse assunto:

Sindicato Mercosul (15/05/2004)

Diário do Grande ABC (12/08/2004)

Diário do Grande ABC (18/06/2004)

Revista Cobertura (13/05/2004)

Revista Cobertura (05/08/2004)

Jornal Nacional (28/05/2004)

ePharma (21/06/2004)

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